1. Problema
A governança atual contém bons controles gerais, mas permite que uma tarefa longa avance do pedido diretamente para plano/protótipo sem ideação registrada, pesquisa explícita, SPEC aprovada, gates de autoridade e critérios de evidência apropriados. Isso permitiu iniciar implementação antes de transformar a intenção e as referências em contrato verificável. Também não existe mecanismo estabelecido de segunda revisão independente com Claude.
2. Resultado pretendido
Um protocolo universal, simplificado e modular, aplicável a projetos de qualquer domínio, no qual cada unidade de trabalho tem contrato documental antes de execução, autoridade do Pai é explícita, a execução ocorre por fases/sprints/subsprints e a conclusão só é declarada após validação real e conferência contra o escopo autorizado.
3. Requisitos normativos desta ordem
R1 — Classificação sem adivinhação
Se não estiver claro se a solicitação constitui projeto, o agente pergunta ao Pai antes de classificá-la ou iniciar fluxo de projeto. Dúvidas de intenção, gosto, escopo, prioridade, trade-off ou autonomia também são perguntas bloqueantes quando mudam resultado.
R2 — Autoridade explícita
O Pai conserva decisão de produto, intenção, gosto, prioridades, escopo e aceitação. O agente pode executar apenas ações necessárias e reversíveis dentro de escopo e autonomia declarados. A permissão para pesquisar não implica permissão para instalar; permissão para planejar não implica permissão para implementar; implementação não implica publicação, envio externo ou conclusão aceita. Nenhuma aprovação pode ser inferida do silêncio.
R3 — Ciclo mínimo obrigatório
Todo projeto, mesmo pequeno, percorre os registros mínimos: Ideação → Pesquisa/Exploração → SPEC → Plano da fase/sprint → Execução com estado → Validação → Fechamento e memória. Documentação é contrato antes, registro durante e evidência depois. A quantidade/profundidade interna pode ser proporcional; nenhuma etapa pode ser omitida sem ordem expressa do Pai.
R4 — Especificação antes de cada unidade executável
Antes de produzir o plano de uma fase/sprint, existe SPEC dessa unidade com objetivo, contexto/fontes, escopo incluído/excluído, requisitos, critérios de aceitação, autoridade/autonomia, dependências, riscos, validação e perguntas abertas. Pergunta que afeta interpretação bloqueia a unidade até resposta. Plano não pode ampliar SPEC.
R5 — Pesquisa após ideação
Pesquisar precedentes internos primeiro e fontes externas depois; explorar tecnologias e meios relevantes ao domínio, incluindo bibliotecas, dependências, linguagens, engines, soluções, plugins, MCPs e skills. Registrar fontes, atualidade, achados, alternativas, custos/limites, incertezas e o que não foi testado. Recomendações são opções para decisão do Pai quando alteram direção ou compromisso.
R6 — Decomposição modular
Decompor em fases e sprints; cada sprint pode conter subsprints ou tarefas quando risco/tamanho justificar. Cada unidade tem SPEC, plano, escopo autorizado, entregável, critérios pass/fail, evidências, rollback, checkpoint e estado. Nenhuma etapa subsequente começa com gate bloqueado.
R7 — Gates e evidências
Gates são bloqueios reais, tipados como: (a) decisão/aprovação do Pai; (b) verificação objetiva; (c) demonstração/revisão do Pai. O registro declara dono, entrada exigida, condição de saída, prova e estado. Alegação de worker/agente, checklist marcado ou descrição não substitui artefato/evidência. Gate não executado permanece aberto.
R8 — Teste de realidade
Validação verifica a implementação real em ambiente identificável. Os níveis e verificações exigidos são definidos na SPEC aprovada; não se omite nível por decisão do agente. Qualquer dispensa/N/A exige autorização explícita do Pai. Hipóteses podem ser exploradas na ideação, mas não contam como validação de entrega. Registrar comandos/ambiente, resultado, evidência e limitações.
R9 — Validação visual e aceitação
Interfaces e produtos visuais renderizáveis devem ser abertos e inspecionados no browser in-app do Codex no estado real, usando jornadas/interações previstas e capturas relevantes. Artefatos não renderizáveis nessa superfície devem ser exibidos em outra superfície apropriada do Codex, com dimensões e estado registrados. A revisão deve ser apresentada visivelmente ao Pai. Revisão do agente/Claude e captura técnica são evidência, não aprovação de produto. Se nenhuma superfície apropriada estiver disponível, o gate visual fica bloqueado; mostrar não significa aprovação.
R10 — Claude como verificador obrigatório
Claude revisa a saída de ideação, pesquisa, SPEC, plano, execução, validação e fechamento, incluindo cada sprint/subsprint, depois de reunidas as evidências daquela unidade e antes de avançar ou encerrá-la; começa por esta governança e pelo Tower Defense como primeira aplicação após ratificação explícita do Pai. É uma invocação separada do executor, com ferramentas desativadas, sem shell, subagentes ou persistência e com pacote mínimo. O parecer cita achados com localização/evidência, separa observação de inferência e pode abster-se. Se o executor também for Claude, ou se qualquer contexto adicional impedir isolamento, a chamada é segunda leitura, não revisão independente. A unidade fica bloqueada até isolamento ser provado ou o Pai aceitar explicitamente o risco daquela unidade; isso não transforma o rótulo em independente. Instalação/configuração, mudança de conta/privacidade, uso extra pago e conteúdo sensível não ficam autorizados por esta regra. Parecer de Claude não substitui teste real nem aprovação do Pai.
R11 — Honestidade de estado
Usar CONFIRMADO, PROVÁVEL, HIPÓTESE e NÃO IDENTIFICADO. Diferenciar concluído, em curso, bloqueado e aguarda-Pai. Não declarar “pronto”, “jogável”, “validado” ou “alinhado” sem critérios/evidências correspondentes.
R12 — Fechamento documental
Conferir cada requisito e gate contra escopo aprovado; atualizar STATE, diário e STATUS/MEMORY segundo os gatilhos existentes; registrar lições sem autoelogio; arquivar artefato rejeitado com lápide; executar o rito de Blog/sessão/sincronização vigente sem expor dados privados. Não apagar nem sobrescrever trabalho existente sem regra/autorização aplicável.
R13 — Revisão externa, dados e custo
A autorização de Claude como verificador é aplicada por missão: a SPEC daquela missão identifica o material que pode ser enviado para revisão, e a aprovação do Pai cobre somente o pacote mínimo descrito nela. Esta missão autoriza os documentos normativos necessários à auditoria, não histórico bruto, arquivos pessoais, credenciais, identificadores privados ou conteúdo confidencial. Sanitização exige checklist: (1) escopo/arquivos listados; (2) cópias congeladas fora do corpus; (3) secrets e identificadores varridos e removidos; (4) manifesto/SHA-256 conferidos localmente; (5) dados transmitidos e rota registrados. Conteúdo ambíguo fica fora e é apresentado ao Pai antes de envio.
O executor não habilita uso extra pago, troca conta, configura preferências de privacidade nem instala integração por inferência. O provedor processa o conteúdo remotamente; retenção/uso dependem do produto e da preferência da conta. Antes de cada chamada, registrar evidência disponível de autenticação/rota first-party e de que créditos API/extra usage não estão habilitados; após a chamada, registrar o estado/uso que a interface disponibilizar. A autorização do Pai para Claude cobre o uso incluído da conexão existente, não gasto adicional. Teto imposto pelo agente limita tecnicamente a chamada, mas não autoriza gasto. Se a rota incluída ou ausência de gasto extra não puder ser verificada previamente, bloquear chamada e seguir com as demais etapas independentes. Registrar custo medido ou, se houver apenas preço de lista, identificá-lo como estimativa, nunca como cobrança.
4. Fluxo normativo de adoção nesta casa
Para cada unidade: IDEAÇÃO/REFINO → G-CLAUDE → PESQUISA → G-CLAUDE → SPEC → G-CLAUDE → APROVAÇÃO DA SPEC PELO PAI → PLANO → G-CLAUDE → APROVAÇÃO DO PLANO/AUTORIZAÇÃO PELO PAI → EXECUÇÃO ↔ CHECKPOINTS/G-CLAUDE → VALIDAÇÃO REAL → G-CLAUDE → REVISÃO VISUAL DO PAI (produto visual) → ACEITAÇÃO DO PAI se exigida na SPEC → FECHAMENTO/G-CLAUDE.
Cada estado tem artefato mínimo e condição de entrada/saída. G-Claude ocorre no fim de cada etapa enumerada, não somente após a validação, e em cada sprint/subsprint, antes de avançar ou fechar; o parecer fica consultivo. Se isolamento não for comprovado, apenas o Pai pode aceitar, explicitamente para a unidade nomeada, o avanço baseado naquela segunda leitura não independente. A exigência de aceitação final do Pai é declarada por ele ao aprovar a SPEC. Resposta nova do Pai pode alterar escopo; mudança gera nova versão/registro da SPEC, nunca edição silenciosa de uma aprovação anterior.
5. Artefatos desta implementação
Artefatos da implementação: AGENTS.md; GOVERNANCE.md; docs/ops/runbooks/RUNBOOK-PROJETOS.md; templates IDEATION.md, RESEARCH.md, SPEC.md, EXECUTION-PLAN.md, SPRINT-PLAN.md, STATE.md; docs/ops/INDEX.md; missão e pareceres em docs/ops/missions/2026-09-27-governanca-projetos/; apresentação navegável SPEC.html. A revisão Claude 07 foi não independente, de cobertura parcial e não aprovou o pacote recebido. As correções verificáveis foram incorporadas e registradas, mas não receberam revisão Claude posterior. O uso exato da franquia segue NÃO IDENTIFICADO.
6. Dependências, riscos, validação, rollback e checkpoints
Dependências
- A governança existente (
AGENTS.md,GOVERNANCE.md, RQP, Blog Governance) continua sendo fonte normativa, lida em conjunto com esta revisão aprovada. - A revisão Claude usa pacote mínimo e sanitizado. O revisor declarou contexto extra nesta chamada; portanto, o parecer atual é NÃO INDEPENDENTE.
- Blog e corpus principal são repositórios distintos e exigem validação e sincronização próprias.
Riscos e respostas
| Risco | Impacto | Resposta obrigatória | Estado nesta missão |
|---|---|---|---|
| Claude recebe contexto fora do pacote | revisão perde independência | registrar como NÃO INDEPENDENTE; não alegar aprovação; não repetir chamada sem cumprir R13 | ocorrido; achados úteis registrados |
| documentação diverge entre cânone, runbook e templates | execução inconsistente | revisar referências cruzadas e repetir gate estrutural após correções | correções locais incorporadas; Claude pós-correção pendente |
| superfície visual não apresenta o artefato real | erro de layout/uso não detectado | abrir entrega em superfície compatível, conferir desktop e mobile e registrar evidência | SPEC e post inspecionados no browser in-app em desktop; override solicitado não produziu 375 px; 375/1440 exatos pendentes |
| publicação/sync parcial | próxima sessão não encontra estado completo | validar Blog, registrar e sincronizar cada repositório sem incluir trabalho alheio | Blog/corpus em conciliação; gates canônicos descritos em STATE.md |
Validação
- Revisão Claude read-only; classificar independência conforme contexto declarado e flags observáveis.
- Verificação local de consistência, encoding, links e diffs.
- Executar o gate estrutural do Blog e inspecionar post e SPEC no browser in-app em 375 px e 1440 px.
- Verificar a URL publicada e o commit remoto depois da sincronização.
Rollback e recuperação
- Toda alteração fica identificada em commits próprios e pode ser revertida por
git revert <commit>no repositório correspondente, preservando histórico. - Antes de publicação, descartar somente alterações desta missão usando os paths exatos; nunca resetar o workspace nem tocar na missão Hermes.
- Correção publicada vira novo commit; nunca reescrever histórico remoto.
Checkpoints e gates
| Checkpoint | Saída | Gate/estado |
|---|---|---|
| C1 — SPEC | requisitos, riscos e unidades congelados | aprovado pelo Pai nesta sessão |
| C2 — canon/runbook/templates | regras alinhadas e parecer externo registrado | correções documentais incorporadas; revisão Claude após correções pendente |
| C3 — validação local | diff, estrutura, Blog e encoding verificados | verificação local e gate estrutural do Blog passam; gate canônico do Blog ainda não executado |
| C4 — validação visual | SPEC e post reais apresentados ao Pai em viewports requeridos | inspeção desktop realizada; dimensões exatas 375/1440 sem prova |
| C5 — sincronização | commits/push verificados em ambos os repositórios | Blog sincronizado; corpus será confirmado no fechamento |
| C6 — estado e fechamento | STATE, diário, Blog e ledger conciliados | aberto até conciliar evidências e limites dos gates pendentes |
Perguntas abertas
- Não há pergunta de intenção pendente para executar a formalização autorizada. Limitações observáveis de Claude, custo/uso ou superfície visual devem ser registradas como gates, sem inventar aprovação.
7. Não objetivos
- Não pesquisar/implementar o produto Tower Defense nesta missão; iniciar a missão própria após o fechamento dos gates desta governança aprovada.
- Não instalar ferramenta, plugin, dependência, skill, MCP ou CLI; usar o Claude CLI já disponível somente no modo read-only autorizado para revisar esta governança.
- Não reconfigurar Claude/Codex, permissões, autenticação, conta, billing ou rede.
- Não delegar ao Claude ou a outro agente as decisões que o Pai reservou para si.
- Não transformar BMAD integral em requisito; adaptar somente o que for aprovado e necessário.
8. Critérios de aceitação — em execução
| Critério | Evidência necessária | Estado |
|---|---|---|
| Requisitos R1–R13 refletem a ordem do Pai sem alargamento | referência à sequência de voz desta sessão e revisão de conformidade | SPEC v1.2 aprovada pelo Pai; consistência final em verificação |
| Autoridade e gates sem ambiguidade | texto final no cânone/runbook + revisão das correções | correções verificáveis incorporadas; revisão Claude posterior pendente |
| Revisão Claude registrada com integridade e limites | pacote mínimo, manifest/hash, flags, auth/uso e contexto declarado | parecer 07 registrado; NÃO INDEPENDENTE; desvio de precondição documentado; nenhuma alegação de aprovação externa |
| Pesquisa de ferramenta suficiente para decisão | comparação oficial CLI/SDK/API sem ferramentas/MCP, custo e privacidade | fontes oficiais registradas; DirectSDK não é verificador pronto e não foi adotado |
| Artefatos e integração documental consistentes | verificação final após correções e revisão | consistência estrutural local verificada; parecer Claude pós-correção pendente |
| O Pai aprova a revisão normativa identificada | manifestação explícita sobre versão exata | APROVADA: SPEC v1.2, ordem por voz nesta sessão |
Proveniência da ordem: sessão Codex Desktop voz, 2026-09-27. A ordem inicial estabeleceu a reestruturação documental, Claude como verificador e Tower Defense como primeira aplicação. Nesta retomada, o Pai aprovou explicitamente esta revisão v1.2 e autorizou sua execução. O ledger mede a sessão, mas o transcript não fornece timestamps individuais. Esta aprovação identifica a revisão v1.2; não aprova retrospectivamente evidências ou gates anteriores. Instalação/configuração, mudança de conta/privacidade e decisões de produto do jogo seguem fora do escopo.
Histórico da SPEC: v1.1 foi a primeira versão de execução e recebeu achados Claude; v1.2 incorpora requisitos de cadência, isolamento, autorização limitada de transmissão, retenção e custo. A v1.1 permanece no histórico Git; nenhum gate anterior é considerado aprovado retroativamente.