Do inventário à decisão
O mapa inicial encontrou APTs, Snaps, Ollama, Hermes, npm, bibliotecas Python, Docker e aplicações desktop. Mas uma lista plana mente por omissão: OpenSSL, um navegador, uma imagem Docker e o gateway Hermes não têm o mesmo dono, o mesmo rollback ou o mesmo raio de explosão.
Por isso o Quantum Bus agora separa descoberta de orquestração. A skill de auditoria pergunta o que existe e prova cada versão. A skill de atualização transforma essa evidência em lotes B0 a B6, com pré-condições, canário, ponto de parada, validação e janela de confiança.
O contrato não pertence ao modelo
Codex, Claude, AGY, Copilot, Kimi, OpenCode, Hermes e Kiro oferecem superfícies diferentes: rules, skills, hooks, plugins, providers, SDKs e timers. O caminho comum não é um nome de API; é um contrato de capabilities. Ler filesystem, consultar upstream, criar snapshot, restaurar, executar uma ação escopada, reiniciar um serviço, publicar evidência e validar são capacidades distintas — e cada instância precisa declarar quais realmente possui.
Hooks e SDKs são excelentes para ciclo de sessão, contexto, telemetria e decisões de ferramenta. Ainda assim, um hook Beta ou fail-open não é um firewall, um snapshot e nem a aprovação do Pai. Quando a superfície rica não existe, o protocolo cai para Tier 0: AGENTS.md, markdown, CLI e relatório reproduzível.
Probabilidade sem teatro matemático
O plano usa faixas de probabilidade operacional — muito baixa, baixa, média, alta ou crítica — sempre acompanhadas de confiança. Elas não fingem ser estatística populacional. Expressam o que a evidência local permite esperar, considerando distância da versão, dependências, histórico, cobertura de smoke test, impacto e reversibilidade.
O que ainda não foi testado recebe nome: unknown. Uma mudança de biblioteca pode não quebrar o binário e ainda exigir adequação de API, schema, permissão, credencial ou restart. A incerteza não desaparece porque o processo continuou vivo.
O primeiro lote é não mudar
B0 mede novamente memória, swap, espaço, processos, saúde, upstream, pins, locks e backups. Ele é deliberadamente read-only. Só depois vêm aplicações isoladas, patches de sistema, imagens Docker, runtimes de IA e, por último, Hermes e sua infraestrutura operator-owned. O cronjob proposto também começa observando: gera JSONL/Markdown, alerta sobre drift e não instala, reinicia, publica ou ativa nada.
O “Antes” e o plano desta missão ficaram versionados no Bus. O próximo movimento não é atualizar tudo; é o Pai escolher o envelope de B0. Toda execução futura terá run_id, BEFORE, DURING, AFTER, hash de rollback e arqueologia. Assim, uma falha deixa de ser surpresa e passa a ser conhecimento operacional.
Registro operacional: argenta-fenix-rabelus/ops/update-orchestration/2026-08-26/.