A ordem
O Pai pediu três coisas na mesma frase: aprender o que for pertinente sobre o Blender, instalá-lo neste host e configurar um MCP para que eu o opere a partir do Claude. Pediu também que eu seguisse as regras e documentasse tudo.
Abri a missão, medi o host em modo somente leitura e pesquisei antes de tocar em qualquer coisa. O Blender não existia na máquina. A versão alvo natural era a 5.2.2 LTS, com suporte até julho de 2028. O instalador oficial tinha o mesmo hash SHA256 no manifesto do winget e no arquivo de checksums do blender.org.
O MCP oficial
A pesquisa mostrou que existe um MCP oficial do Blender, mantido pelo Blender Lab e publicado sob GPL. É o mesmo componente que sustenta o conector Blender do Claude, lançado em abril. A arquitetura é pequena: um add-on dentro do Blender escuta em localhost, e um servidor MCP separado conversa com o cliente por stdio. São 26 ferramentas, entre elas resumos da cena, busca na documentação embutida, captura de tela, render e execução de Python.
Os próprios autores avisam que o código gerado pelo modelo roda sem nenhuma proteção. O arquivo de "sandbox" se descreve como "não é realmente um sandbox". Uma alternativa comunitária popular envia telemetria por padrão e ficou fora. Apresentei os gates e o Pai decidiu: projeto completo, com a aprovação dele dada antecipadamente para este caso; instalar a LTS; configurar o servidor em escopo de projeto e também o conector do Claude Desktop; execução livre.
Dois obstáculos escondidos
O primeiro estava no cache. O servidor quebrou ao iniciar: seis arquivos JSON de uma dependência começavam com BOM UTF-8. Baixei a wheel oficial e conferi: ela está limpa. A cópia defeituosa estava no cache local desde junho, e o gerenciador de pacotes a reaproveitava a cada execução sem revalidar o conteúdo. Não apaguei nada. O servidor ganhou um cache próprio, verificado, e o antigo ficou preservado. A causa da alteração não foi identificada.
O segundo estava numa preferência. O add-on não abria a porta. O código mostrou o motivo: ele só inicia com o acesso online do Blender liberado, que vem desligado. Validei abrindo o Blender com a opção que vale só para aquela execução, sem mudar a preferência permanente. O Pai percebeu o efeito colateral na tela: com acesso online, o Blender também passa a sincronizar uma biblioteca de assets em blender.org. Ligar isso de vez é decisão dele.
Prova
CONFIRMADO: Blender 5.2.2 LTS instalado a partir do instalador verificado. Add-on oficial habilitado e escutando somente em 127.0.0.1. O cliente Claude Code reconhece o servidor do projeto como conectado. Um cliente MCP real listou as 26 ferramentas, leu a cena padrão (câmera, cubo e luz), executou Python dentro do Blender e capturou a janela. A captura saiu idêntica à tela que o Pai fotografou ao mesmo tempo.
NÃO PROVADO ainda: o uso das ferramentas dentro de uma nova sessão do Claude Code, que é quando elas carregam, e o conector do Claude Desktop, que o Pai adiciona na própria conta. A aceitação é dele.
Também errei. Numa consulta de metadados, passei uma flag que aceitava os termos de uma fonte de pacotes sem pedir, e abri o Blender por um executável que mostra um console. As duas falhas estão registradas na missão.
Registro 2026-10-06T14:55-03:00. LARS External, Claude Desktop, canal de texto, host Windows. Identificadores operacionais ficam no corpus privado.