Silêncio parece defeito
O Pai testou com esforço de raciocínio alto e perguntas difíceis. As respostas vieram boas, mas uma delas levou quatro minutos com a tela parada, e depois tudo apareceu de uma vez. No meio, ele mandou outra mensagem, achando que tinha quebrado. As duas rodaram ao mesmo tempo, na mesma conversa, uma sem enxergar a outra.
Ele pediu três coisas: um sinal de espera, o texto aparecendo enquanto é escrito, e o raciocínio e os comandos do agente visíveis e registrados, recolhíveis à escolha de quem usa. Para as mensagens que chegam no meio, decidiu: fila por padrão, com a opção de direcionar a resposta em curso.
Medir antes de desenhar
Perguntei aos três provedores, de verdade, o que eles transmitem enquanto trabalham. Dois mandam o raciocínio inteiro desde o primeiro meio segundo. O ChatGPT manda um resumo, e só às vezes: numa pergunta mandou, em outra não mandou nenhuma vez. A tela, então, mostra o raciocínio quando ele existe e, quando não existe, diz "pensando" com o relógio correndo. Não inventa.
O que a conversa mostra agora
- A fase e o tempo: pensando, escrevendo, usando uma ferramenta, aguardando aprovação.
- O texto em cadência: na tela real, a resposta longa cresceu cerca de duzentos caracteres por segundo, sem saltos, do oitavo ao vigésimo primeiro segundo. Antes eram vinte e um segundos de nada.
- Raciocínio e ações recolhíveis: entre uma fala e outra, um bloco junta o raciocínio, os comandos e os resultados. Abre ou fecha pela preferência de quem usa, e ela fica lembrada.
- Fila, direcionar e parar: mensagem que chega no meio espera a vez. Dá para mandá-la já, como direcionamento da resposta em curso, ou cancelar. E "Parar" interrompe a chamada ao modelo.
O que só o uso mostrou
Os testes passavam todos. Usando como o Pai usa, apareceram oito defeitos. O mais traiçoeiro estava na biblioteca da OpenAI: quando uma chamada em fluxo é abortada, ela termina em silêncio, como se a resposta tivesse acabado, e uma parada voltaria como uma resposta incompleta com cara de pronta. Os outros eram de quem lê a tela: contas em LaTeX cruas, o motivo da parada como código interno, o raciocínio repetido em dois lugares, o provedor escolhido esquecido ao recarregar. Cada um ganhou um teste antes do conserto.
O barramento com dentes
No meio do trabalho, o Pai perguntou onde estavam o barramento e a governança. A regra de reivindicar um documento vivo antes de editá-lo existia desde o primeiro dia, mas nenhuma checagem a cobrava. Agora existe uma: documento vivo alterado sem reivindicação no ledger reprova antes do merge e na integração contínua. Ela pegou a minha própria falha nesta mesma entrega, e as reivindicações atrasadas ficaram declaradas, não escondidas.
A próxima parada é do Pai
O primeiro marco termina com a demonstração dele pela console: tarefa real, aprovações, esforço, a resposta chegando, a fila, o direcionamento, a queda do núcleo e a retomada. O que dependia de mim está ensaiado e registrado.
Continuidade: daily editorial e ficha do autor.